Curso Básico de Montanhismo

O nosso Curso Básico de Montanhismo, ou CBM, é a porta de entrada para os interessados em aprender as práticas e os procedimentos básicos dos esportes de montanha, com responsabilidade e segurança. Para nós, o montanhismo é muito mais do que um esporte, é uma filosofia de vida

Curso de Guia de Cordada

Você é atraído pelo fascinante universo do montanhismo, mas não tem experiência no esporte nem sabe por onde começar?

Escalada para Deficientes Visuais

Cada vez mais, pessoas com necessidades especiais buscam qualidade de vida através dos esportes radicais e do contato com a natureza

Calendário de Eventos

Fique por dentro de todos os eventos do ano.

mountain mountain

Por Jucilene Braga Rodrigues

Especial Projeto de Inclusão social GPM!

O dia não amanheceu tão quente, afinal de contas também era muito cedo e o sol parecia estar com preguiça de nos brindar com a sua presença.

Mesmo com o bocejar e o soninho que insistia em nos convidar para ficar mais tempo na cama, nos arrumamos e lá fomos nós rumo a mais uma aventura e diversão.

Da esquerda pra direita. Jucilene, Pedro, Sandro, Eduardo morcego e Ediceu tomando café da manhã.

Sempre tive a crença de que os meus braços não eram fortes o suficiente para uma escalada. Só de pensar e me imaginar agarrada a uma parede, pedra ou algo que valha, sentia uma fadiga terrível. Foi então que soube de uma ação que um grupo “maluco” de São Paulo iria reunir um grupo de pessoas cegas e com baixa visão para subir numa pedra no interior de São Paulo. Confesso que na hora que li o anúncio, não me imaginei lá, mas depois comecei a considerar a possiblidade. Afinal de contas, seria mais um desafio a ser enfrentado e quem sabe vencido! Como quase todo bom brasileiro, deixei para a última hora e adivinhem? Não tinha mais vaga. Tudo bem. Nem queria mesmo! (Risos)!

Costumo dizer que nada é por acaso e que nenhum encontro é casual. Certo dia conversando com a minha amiga Aline Borges, soube que ela iria fazer a escalada. Comentei o meu interesse, mas que infelizmente não teria mais como participar. Ela então se propôs em verificar com a sua xará Aline para ver se ainda tinha vaga, pois um casal havia desistido. Fiquei muito feliz ao saber que teríamos a chance de ir para a aventura. Eu disse iríamos? Sim, pois neste caso fomos meu marido e eu.

Ele já estava com a ideia da escalada mais em mente, pois vinha de várias leituras de livros e documentários. 

Tudo certo e o dia finalmente chegou. Que dia!

Foi simplesmente maravilhoso! Superei os meus medos e venci a mais um desafio. No começo as benditas sapatilhas não me deixaram esquecer de que eu ainda tinha pés e principalmente dedos.

Jucilene escalando e ao seu lado direito Giórgia auxiliando

Nossa! Como doíam! Não consegui me concentrar, mas logo ao terminar a primeira etapa, tive a sorte de trocar de sapatilha e lá fomos nós para a última etapa. Neste caso nós, porque estava com a minha maravilhosa anja Giórgia que não interferiu em nenhum momento em minha atividade, mas apenas sugeriu nas ocasiões oportunas. A esta altura e literalmente que altura, eu não lembrava mais dos pés, mas sim as pedras que estavam a minha frente me mostrando cada vez mais receptiva as minhas subidas. Foi sensacional. Indescritível a sensação que pude experimentar. Ao chegar no topo, tudo o que eu queria fazer era sentar-me, sentir o vento mais forte, respirar o ar limpo e puro e me lembrar que não foi fácil, mas também não foi impossível, tanto que eu estava ali para sentir tudo aquilo.

É verdade que não pude presenciar a vista que dizem ser maravilhosa, mas também eu senti tantas coisas boas que ninguém pôde ser capaz de enxergar. Só por isso, estamos empatados, (risos).

Giorgia, Jucilene e seu esposo o Sandro felizes no cume da pedra

Descemos no rapel que também foi muito bom. Em alguns momentos me desequilibrei, mas logo me recompus e num espaço de tempo bem menor, já estávamos em terra firme. Pessoas queridas, não tenho palavras para agradecer a cada gesto de carinho e por toda a preparação. O evento foi no dia 28 de setembro, mas imagino que tudo iniciou muito antes da realização. A todos vocês o meu sincero agradecimento e reconhecimento por toda esta dedicação. Vocês poderiam estar em suas casas, ou até mesmo fazendo as suas próprias escaladas sem ter que ajudar ninguém. Porém, vocês escolheram estar com a gente. Escolheram nos apresentar a um universo paralelo e prazeroso. Saibam que se nós fizemos a diferença em suas vidas, certamente vocês também fizeram nas nossas.

Jucilene descendo no rapel

Gratidão e que venham muito mais montanhas pela frente para subirmos e vencermos!

Crédito de Imagens: Tiago Amaral

Por Renato Alves Jacometti

Estava pensando em como começar este texto e, já que o pano de fundo é a escalada, comecemos por procurar a ponta da corda? Talvez não. Não se necessita de um pretexto, de um objetivo claro, nem mesmo de um acidente de percurso. Iniciei um curso de escalada, pois queria ampliar meus horizontes, fazer algo diferente que proporcionasse contato com a natureza… acabei por me deparar com a minha própria. Medo de altura? Já tive.

O medo te afasta de coisas ruins, te alerta sobre os perigos, porém te inibe. Nem sempre bom. Superado, o suficiente.

Pois bem, iniciemos: face à pedra, instruções claras, dia bonito, vista linda e o objetivo lá no alto. Mão aqui, pé ali, não foi dessa vez. Tenta diferente, mão ali pé aqui. Ainda não. Face ao desafio, à dificuldade. Se esforça, transpira, para, pensa. Evolui e supera. Aprende a encontrar um caminho, uma alternativa, a entender que é um aprendizado, uma evolução que tudo na vida passa e que sempre é possível se superar. Satisfação.

Novo dia, novo desafio, na mente e na mochila tudo pronto para que, da mesma forma se vença. Confiança e ansiedade. Estica a perna, apoia a outra, agarrão à vista, só mais um pouquinho… queda. Por que? Tenta, sua, mais para à direita e não sai do lugar. Duas, três, quatro vezes. Sucesso! Alívio, pois o mais difícil foi superado, basta seguir em frente. Sobe um pouco, mais à direita, não falta muito. Mão aqui, pé ali, não foi dessa vez. Tenta diferente, mão ali pé aqui. Ainda não. O tempo passa, não há agarras, não há apoio. Cansaço, suor, tensão… medo. Medo? Sim, aquele que não foi superado.

Corda segura, apoio. O risco da queda quase inexiste. O sentimento que corre é o medo do fracasso, de não encontrar aquele ponto de apoio tão importante que te levará adiante, a atingir o objetivo. Não vou conseguir, não há saída, não meio, penso. O corpo se retesa cada vez mais. Não há preparo que suporte por tanto tempo. O peso do corpo na ponta dos pés, os olhos percorrem a parede, qualquer tentativa parece válida, mas fracassa e parece que se passa uma eternidade.

Ouvidos atentos às orientações, às palavras de apoio. Tenta-se o óbvio, o diferente, até o que se sabe que não é possível. “Isso, garoto!”, ouço lá de cima. Não sei o que aconteceu, como aconteceu, apenas sinto um alívio, correndo por todo o corpo, aquela tensão se esvaiu e o caminho, de repente, é possível. Poucos segundos e tudo fica para trás. O caminho ainda é longo, tortuoso, sempre íngreme, claro. A descoberta, acima descrita, leva um tempo a ser compreendida, lapidada e internalizada como uma transformação.

Um novo sentimento catalisador de uma mudança ou, ao menos, da necessidade de tal. Todo obstáculo é transponível, a força, seja mental, física ou espiritual de cada um dita a dificuldade, o tempo e o esforço necessários. Pode-se levar a vida toda, o essencial é não desistir. Nada será como antes.

Por Aline Damasceno

Finalmente chegou a tão esperada data, 06 de julho de 2019, o dia das comemorações de aniversário dos 15 anos do Grupo Paulista de Montanhismo, o GPM. Para que esse grande evento acontecesse, tudo foi muito bem planejado e organizado pelo Boss, o Nilton Ueda.

Noite mal dormida, partimos de madrugada e chegamos na entrada do Parque Nacional de Itatiaia (PNI) por volta das 7h da manhã num frio fora do normal, aproximadamente 6º C positivos. Após vencer as burocracias de acesso, aproximadamente 30 pessoas do GPM se dividiram, sendo que um grupo fez um trekking até a Cachoeira do Aiuruoca, via circuito 5 lagos, enquanto o outro grupo foi escalar no Morro do Couto.

Turma escalando Paredão do Couto
Equipe Seg Pronta
Da esquerda pra direita, Maurício, Grazi, Akira e Yumi

Da esquerda pra direita, Deco e sua filhinha Carol, Tico, Vitor e Erika

Da esquerda pra direita, Renato, Aline, Nilton Ueda, Fernando, Mariane e Lucas
Cachoeira do Aiuruoca

Após um dia intenso de atividades, colocando as conversas em dia, aproximadamente 70 pessoas se acomodaram nas pousadas dos Lobos e da Dona Olímpia Fonseca.

Por volta das 21h, todos os convidados se concentraram na Pousada dos Lobos para o início das comemorações. A cerimônia teve início com a apresentação do 1º Bloco de videoclipes, iniciando com o Projeto 10 Cumes do GPM, que apresentou imagens das ascensões dos 10 pontos culminantes do Brasil. Em 2005/2006, 60 montanhistas do CEU, CAP e GPM participaram das expedições realizadas no Parque Nacional de Itatiaia, Serra Fina, Caparaó, Monte Roraima e Parque Nacional do Pico da Neblina .

Na sequência, foi apresentado o videoclipe da escalada Big Wall dos 900 metros da clássica via The Nose no El Capitan – Yosemite National Park, California realizada pelos nossos Dinos Luciano Shinkawa, Hiroji Shimabucuro e o amigo russo, Dimitri.

Flávio Kitahara falou sobre como surgiu o Grupo Paulista de Montanhismo. Foi a formalização de um grupo de amigos que ministravam cursos básicos de montanhismo e escalada desde 1995 para ex-bolsistas que foram para o Japão. Com o aumento da procura externa pelo curso, 16 montanhistas fundaram o GPM em 2004. Desde então, 15 anos se passaram e, entidades e montanhistas que voluntariamente contribuíram para a construção e crescimento do GPM foram lembrados e homenageados:

• BIVAK Outfitter

Yoiti representando a Bivak, recebeu a placa de homenagem por Nilton Ueda


• Márcio Onishi (CBM1995)

Márcio recebendo sua placa de homenagem

• Luis Lieu

Luis Lieu, o Pinguim recebendo sua placa de homenagem pelos desafios superados no GPM


• Eduardo Sertório (CBM1995)


• Nelson Kodama (CBM1997)


• Liane Ueda (CBM1997)

Liane Ueda recebendo sua placa de homenagem por seu esposo Nilton Ueda

• Dílson de Almeida (CBM1999)

Flavio Kitahara ao lado esquerdo, Dilson ao centro e Eliane Katsumi, sua esposa à direita

• Enzo Ebina (CBM2003)


Flavio Kitahara ao lado esquerdo, Juliane, esposa de Enzo ao centro e Enzo à direita


• Igor Nicoli (CBM2008)

Igor recebendo sua placa de homenagem por Luciano Shinkawa

• Edson Vandeira (CBM2011)
• Joel Moraes Neto (CBM2011)


• Vitor Uhle (CBM2012)


Vitor Uhle recebendo a placa de homenagem por sua esposa Erika Uhle


• Francisco Costa (CBM2013)

Tico recebendo sua placa de homenagem por sua amada Roseane

• Marcelo Franco Leite (CBM2014)

Marcelo Franco recebendo sua placa de homenagem por Marcos Hirata

Seguiu-se a apresentação do 2º Bloco de videoclipes com imagens do Curso Básico de Montanhismo (CBM) de 2004 até 2019 e o Curso Guia de Cordada (CGC), de 2015 até 2018.

Na sequência, foi apresentado um breve histórico do Projeto de Inclusão Social (PIS) e o respectivo videoclipe exibindo 4 anos em 4 minutos. Desde o projeto piloto em 2016, 2017 e 2018 com DVs e cadeirante em 2018, Trekking com cadeirante em 2019. Os prêmios Destaque do ano de 2016 e o Mosquetão de Ouro em 2018.

Para a minha surpresa, fui agraciada com uma Placa de Homenagem do GPM, em “reconhecimento à minha dedicação e liderança no PIS”, conforme texto com os logos comemorativo dos 15 anos do GPM e PIS, emoldurado por uma linda arte com corda, fita e mosquetões desenvolvida pelo artista Nilton Ueda.

Aline recebendo sua placa de homenagem por Nilton Ueda

Por fim, foi apresentado o 3º Bloco de videoclipes com as imagens dos eventos, saídas oficiais, saídas entre amigos, oficinas, reciclagens e afins. Seguido pelo videoclipe bem-humorado chamado “Momento Born to Be Alive” com as imagens e momentos mais engraçados, fechando com uma homenagem a todos os alunos que já fizeram o Curso Básico de Montanhismo do GPM.

Encerrando o bloco, um divertido videoclipe do veterano Enzo exibindo um rapel desengonçado do Flávio Kitahara.


Logo em seguida cantamos os parabéns ao GPM. Brindamos e comemos o bolo e os docinhos carinhosamente preparados pela Pâtisserie Na-na-ya.
Para fechar a noite, foram sorteados os fleeces, hags do GPM e por último, o capacete da Black Diamond desenhado pelo nosso Boss, o Nilton Ueda e… quem ganhou essa obra exclusiva foi eu, a sortuda da noite e a sortuda do GPM.

Momento do parabéns (filmado por Flávia Gonzalez)
Docinhos preparados pela Na-na-ya
Docinhos preparados pela Patisserie Na-na-ya
Docinhos personalisados
Turma muito animada na noite de cerimônia

No dia seguinte a aventura pelo Parque Nacional de Itatiaia continuou. Uma turma fez um trekking até o cume do Asa de Hermes, a outra turma seguiu a Pedra do Altar. Alguns na Pedra do Altar escalaram no paredão e outros resolveram caminhar até o cume.

Escalada na Pedra do Altar (por Marcelo Franco Leite)
Da esquerda pra direita, Lucia, Giorgia, Fabio, Akira, Paloma, Carlão, Grazi, Mauricio e Lídia no cume da Pedra do Altar
Akira e Paloma fortalecendo ainda mais seus votos matrimoniais no cume da Pedra do Altar
Trepa pedras ao Asa de Hermes

Da esquerda pra direita, Nancy, Flávia e Aline caminho ao Asa de Hermes
Jenny segurando bloco de gelo
Mariane e Fernando no cume do Asa de Hermes

Com o retorno de parte da turma no domingo, na segunda, os remanescentes de dividiram entre escalar no Morro do Camelo e caminhar até a Serrilha dos Cristais. A Serrilha dos Cristais não é um caminho tradicional do PNI, mas tem as suas particularidades quanto a paisagem. No caminho é possível visualizar o Morro do Couto, Prateleiras, Asa de Hermes e Agulhas Negras à esquerda e o complexo da Serra Fina à direita.

Turma do trekking à Serrilha dos Cristais
Lucas segurando um bloco de gelo
Caminhada ao Serrilha dos Cristais
Lucia e Nilton a caminho do Serrilha dos Cristais e Serra Fina ao Fundo

Serrilha dos Cristais e Serra Fina ao Fundo
Giovanni no cume do Morro do Camelo
Akira escalando no Morro co Camelo

Foi um feriado intenso de eventos, alegrias, aventuras, comemorações, emoções, união e espero que aqueles que não conseguiram participar, sintam a energia do evento através desse artigo!

Chiquinho nosso cãozinho querido se brincando com o Chicão
Mauricio e Chiquinho (cãozinho simpático) no descanso
Turma unida no descanso
Baixa temperatura
Toda manhã tínhamos que jogar água morna nos vidros dos carros pra derreter o gelo
Nilton jogando água morna no vidro dianteiro do carro
Quintal da Pousada dos Lobos logo pela manhã. Crédito de imagem: Pousada dos Lobos
Gelos formados por gotas d’água

Agradecimentos!
Pousada dos Lobos
Pousada Dona Olímpia
Bivak Outfitter
GTMI Idiomas
Parque Nacional de Itatiaia

Até a próxima!


Por Aline Damasceno

Neste último final de semana, aconteceram duas Oficinas de Escaladas organizadas pelo GPM na Pedra do Santuário, localizado na cidade de Pedra Bela, aproximadamente 20 km de Bragança Paulista. O evento é organizado anualmente.


No sábado, dia 20/03/10, aconteceu a 2a oficina de escalada exclusivamente para crianças. Contamos com 8 crianças escaladoras guerreiras que tiveram a oportunidade de escalar pela primeira vez. Foram crianças entre 5 e 15 anos e todas acompanhadas pelos seus principais expectadores, seus pais.

Turma reunida para a foto após a escalada


Todos se superaram positivamente com os seus medos da altura e se permitiram sair de suas zonas de conforto. Fazer isso durante a fase infantil, é um grande crescimento como seres humanos. Além de um esporte que treina o foco e a disciplina, para as crianças é um exemplo prático de treinar essas habilidades, proporciona a dose de humildade e coletividade.

João se superando na escalada e sua mãe Ana Carolina ao fundo muito feliz


Certamente todos os envolvidos nessa oficina sentiram a energia do amor intenso e verdadeiro entre pais e filhos na atmosfera da Pedra do Santuário.

Lucas colocando o capacete no Nicolas


Já no domingo, dia 31/03/19, aconteceu a 4a Oficina de Escalada para Iniciantes. Essa atividade é dedicada exclusivamente à pessoas que nunca praticaram a escalada em rocha e a Pedra do Santuário tem uma aderência perfeita pra quem está começando a escalar.

Hilário Kobayashi concentrado na sua escalada


As escaladas das Oficinas organizadas pelo GPM são feitas em “Top Rope” que é um processo que o meio da corda corre acima do escalador e a outra ponta da corda presa no escalador de segurança que é um monitor do GPM. A maioria dos escaladores iniciantes venceram seus medos e se desafiaram em escalar até o cume.

Sophia escalando em Top Rope


A escalada para os iniciantes é um esporte bem seguro e conforme vai adquirindo experiências e segurança, o desafio vai aumentando.

Rita e Lindinalva se preparando para a escalada até o cume


Todos nós do GPM agradecemos as todas as crianças, seus pais e os escaladores que se realizaram na sua primeira escalada pela confiança na seriedade de nossos trabalhos

Jun segurando a bandeira do GPM após a escalada


Agradecemos também pelo atendimento e acolhida do Sr. Eder e toda a sua equipe do Restaurante Muvuca Caipira que sempre cuida da infraestrutura da Pedra do Santuário para que todos possam escalar com segurança.

Segue as imagens do que rolou nas oficinas entre os dias 30 e 31 de Março. Créditos de Lucas Alves, Eduardo Colombo e Márcio Valério.

Augusto no seu desafio na escalada
Augusto escalando com o apoio da Aline no anjo

Jun feliz após sua escalada
Kaori (irmã do Jun) com o Márcio Valério após a sua escalada
Naomi apreciando o visual do Santuário
Kaori durante sua escalada
Helena Ulhe
Nicolas satisfeito com sua ligeira escalada
Sophia (irmã de Nicolas) sentindo os cristaizinhos da pedra
João curtindo o visual após sua escalade
Parada para uma pizza e descanso dos monitores do GPM entre as oficinas
Da esquerda pra direita, as escaladoras Rita, Lindinalva, Patrícia e Naiara
Yoshimi na escalada
Mariana, prima da Yoshimi
Ana Carolina curtindo o visual após a escalada
Alexandre, esposo de Ana Carolina
Rita Colombo
Ricardo
Márcio
Naiara escalando nesse visual lindo de Pedra Bela
Hilário Kobayashi muito concentrado
Thiago
Eduardo e Rita Colombo

Confira o vídeo que ela e sua família prepararam apresentando a sua aventura e de seu irmãozinho o Nicolas na escalada!
Curtam a sua página no facebook: Travessuras de Sophia e confiram um monte de aventuras que Sophia e toda a sua família vivem!

E aí? Curtiu? Esperamos você na próxima oficina em 2020.

Visitantes podem testar lançamentos em produtos e participar de palestras e workshops com especialistas destes segmentos

por Redação ASF

São Paulo, setembro de 2018: Novidades e tendências relacionadas ao mercado de turismo e esportes de aventura serão apresentadas durante a 19ª edição da Adventure Sports Fair, que acontece de 19 a 21 de outubro, no São Paulo Expo, na capital paulista. O evento é a oportunidade do ano para consumidores conhecerem e testarem novos produtos, equipamentos e tecnologias, e também para participarem de palestras e oficinas com especialistas e grandes nomes.

Garmin, líder mundial de produtos de navegação por GPS e focada nos setores automotivo, de aviação, náutica, atividades ao ar livre e esportes, terá entre seus principais lançamentos seus smartwatches com armazenamento de música, batizados de fênix 5 PlusForerunner 645 Music e vívoactive 3 Music. Além deste novo recurso, cada modelo tem a sua peculiaridade: o primeiro vem com mapas roteáveis incorporados, o segundo conta com monitoramento de frequência cardíaca e dinâmicas de corrida e o terceiro oferece milhares de formas de personalizar o dispositivo, além de permitir o armazenamento de até 500 músicas. A marca também levará o que existe de mais moderno e preciso para a prática de esportes ao ar livre, com toda a linha fitness, outdoor e de câmeras de ação.

Crosster, focada na distribuição de marcas de lanternas, cutelaria e equipamentos táticos, também apresentará em primeira mão os itens da Fox Knives, fábrica italiana de cutelaria, e Shilba, que conta com lentes diversas, incluindo desde lunetas até binóculos – ambas novidades em seu portfólio. Além disso, mostrará aos visitantes inúmeros modelos novos de canivetes, lanternas e grande parte da linha dos multifuncionais da Leatherman, marca da qual é distribuidora oficial e exclusiva. Já a Nautika, há mais de 40 anos no mercado distribuindo marcas focadas em lazer, outdoor e tática, lançará a linha de mochilas DEUTER 2019, o tênis de trail running Across, da Snake, e a mochila cargueira para crianças FOX DEUTER 30, assim como outros produtos das marcas NTK, Guepardo, Sunlau, Liofoods, Azteq, Sea To Summit e Camelbak.

Por sua vez, a Parma Wood Bike levará à feira sua nova linha de óculos e relógios feitos em madeira, seguindo o mesmo conceito das bicicletas, ao utilizar madeira sustentável como matéria-prima. E a marca Tactical DACS apresentará sua nova linha de calças para caminhadas, confeccionadas em poliamida e com proteção UV fator 50, que as tornam leves e resistentes, e um coturno impermeável, a Bota Mercenary, produzida em couro bovino hidrofugado, dublado com membrana waterproof ITM®, resistente à absorção de água, costuras com vedação interna, solado de borracha Amazonas® e palmilha interna Zahonero® com tratamento Sanitized®.

Entre as novidades do Espaço Surf Allmada, com 18 anos de experiência no segmento de surfe e atividades a remo, está o serviço de assessoria em viagens de surfe, caiaque e stand up paddle para aqueles que procuram novos destinos para praticar o esporte. Já a empresa Cusco Baldoso Experiências em Vela Oceânica apresentará aos visitantes uma série de recursos visuais sobre a prática e também o veleiro de oceano modelo Flash 170.

As marcas Patagonia BikersRolling PatagoniaPatagon Traveler e a Cerveja Hudson estarão unidas para revelar roteiros originais para famílias e grupos interessados em desbravar o lado mais desconhecido e intocado da Patagônia Chilena, como a região de Aysén, e passeios em motorhome pela famosa Carretera Austral. Enquanto isso, Búzios, um dos mais de 10 destinos expositores, permitirá que os visitantes confiram de perto suas atrações por meio de óculos de realidade virtual 360º. Outra novidade serão os voos operados pela companhia aérea Azul, a partir de Campinas, diretamente para o município de Cabo Frio, que fica a 30 km de Búzios, a aproximadamente a uma hora de carro.

Por fim, a SPOT Brasil apresentará o SPOT Gen3 e o SPOT Trace. O primeiro, da última geração dos rastreadores da marca, é um localizador pessoal com tecnologia 100% via satélite, que mantém o viajante conectado até mesmo em lugares mais remotos, além de possuir um sensor de movimento e envio de e-mail e SMS. O segundo é ideal para monitorar bens, como carros, barcos e motos, oferecendo rastreamento avançado e anti-furto. E a Dreampass Experiences, marketplace voltado para o turismo de aventura e o ecoturismo, explicará aos presentes como é fácil comprar atividades e experiências em seu site e aplicativo.

Para completar, durante o Adventure Congress e as Oficinas de Aventura, eventos simultâneos que reúnem grandes nomes do mercado em uma programação de palestras e workshops, os visitantes terão contato com temas como a importância da mídia outdoor, segundo a visão do Luciano Fernandes, editor de conteúdo da Revista Blog de Escalada, e o marketing aplicado ao turismo de aventura por Vinicius Viegas e Gabriel de Lemos, da Nattrip Agência de Turismo. Também poderão conhecer mais sobre o impacto das plataformas de e-commerce nos negócios de aventura com o Renato Chaves, fundador da Startup Paddles Clothing & Co., saber como se beneficiar das redes sociais dentro deste setor com as dicas do influenciador digital Ramon Costa, entender como usar a comunicação para atrair o público aventureiro com Ariel Figueroa, do blog Coluna de Turismo, e como criar um novo negócio unindo cerveja e aventura como fez Flavio Cremonesi, um dos criadores da cerveja LIFT.

Os ingressos podem ser adquiridos a partir de R$ 30,00 em www.adventurefair.com.br/ingressosMais informações em www.adventurefair.com.br.

Água é o principal meio de sobrevivência da humanidade. É a substância química indispensável capaz de nos manter vivos mesmo na falta de alimentos. Contudo é preciso que essa água, da qual consumimos diariamente, seja uma água tratada.

Mesmo tratada, que estamos acostumados a beber, talvez não esteja totalmente pronta para o nosso consumo.

pH, a sigla oficial que significa “pontencial Hidrogêonico” e que tem como principal função medir além de alcalinidade, e neutralidade, mede também a acidez em um determinado tipo de solução.

Como já sabemos a acidez encontrada na água pronta para o nosso  consumo, corresponde a um pH 7. Esse é um nível considerado neutro em uma ‘solução’.

Ou seja, a acidez da nossa água é comprovadamente neutra. Mas ainda que a nossa água tenha um pH bom e livre de acidez, o que temos percebido com o passar dos tempos é que o nosso organismo produz alguns tipos de ácidos que precisam ser eliminados.

A nossa água em seu estado natural, ao entrar em contato com alguns ácidos já produzidos pelo nosso próprio organismo e em muitos casos, por alguns alimentos também ácidos, podem produzir uma acidez ainda mais nociva ao nosso organismo, fazendo com que o pH do nosso sangue ultrapasse um nível perigoso à nossa saúde, trazendo um desequilíbrio biológico.

Já sabemos que ácidos em níveis elevados não são bem aproveitados pelo nosso organismo. Muito pelo contrário, todo produto à base de ácidos como por exemplo, o refrigerante são, motivos do aparecimento de inúmeras doenças degenerativas. É bastante alarmante se pensarmos que o principal líquido do qual não sobrevivemos sem, pode contribuir para esse aumento de acidez no nosso organismo.

Na realidade um pH alterado ou considerado maléfico ao nosso organismo, e pouca informação podem fazer com que a ‘água’ seja vista como uma espécie de vilã para o bom funcionamento do nosso organismo.

Para compreender melhor as medidas ideais e os efeitos que esses componentes químicos presentes na água, no nosso sangue e ainda no nosso organismo como um todo, podem convergir e transformar-se em bem, é bom darmos uma conferida no pH máximo que o nosso sangue pode chegar (que não deve ser muito ácido), e assim ser considerado saudável.

Para isso, conceitos básicos sobre o ph da água e do nosso sangue devem ser compreendidos como forma de usarmos corretamente essas fontes naturais e necessárias para nossa sobrevivência.

O valor ideal de um pH, para ser considerado saudável, deve ser superior a 7 e mantido em torno dos 7,35 e 7,45. Esse valor é conhecido por não causar nenhum prejuízo à nossa saúde e nem mesmo ao nosso corpo.

Devido à essa combinação química considerada perfeita para um organismo funcionando de forma equilibrada, muito tem se falado e até ensinado como fazer sua própria água alcalina.

Em primeiro lugar o que vem a ser essa água alcalina? Como um pH ‘alterado’ acima dos níveis de base, podem ter efeitos bastante negativos na nossa saúde e bem-estar? Quais os benefícios reais verificados no nosso organismo quando passamos a consumir água alcalina?

Á água alcalina, nada mais é do que a própria água, essa mesma que consumimos todos os dias, porém, alterada de forma bastante simples e artesanal. Mas é exatamente nesse modo simples e alterado, que estão ‘escondidos’ os reais benefícios produzidos por essa água alcalina.

Com apenas alguns ingredientes, geralmente encontrados na cozinha da nossa casa podemos produzir a nossa própria água alcalina.

São variados os ingredientes naturais que você pode utilizar para produzir a sua água do bem.

 

A mais conhecida talvez seja a água alcalina a base de limão. Para essa composição você vai precisar:

– 2 litros de água filtrada

– 1 limão

Em uma jarra de 2 litros, despeje toda a água filtrada.

Em seguida você pode cortar o limão em fatias finas e colocá-las dentro da jarra com os dois litros de água e deixar por no mínimo, 8 horas antes de consumir. Esse tempo é ideal para que a água absorva as propriedades do limão.

 

 

 

 

 

Você ainda pode fazer a sua água alcalina a base de sal rosa. O sal do Himalaia. Para essa opção de água alcalina você vai precisar:

– 1 Litro de água filtrada

– 1 Colher de chá de Sal rosa do Himalaia

Em uma jarra, coloque 1 litro de água filtrada separada anteriormente. Em seguida dissolva na própria água, a quantidade de sal rosa. Está pronta a sua água alcalina. Antes de consumi-la, deixe-a descansar por pelo menos 30 minutos e beba normalmente durante todo o dia.

 

https://www.flickr.com/photos/giardinaggioitalia/19172309710

A sua água alcalina ainda pode ser feita a base de bicarbonato de sódio. Esse é um ingrediente que se você, não tiver na sua casa, é facilmente encontrado em qualquer farmácia, e tem baixo custo. Um pacotinho costuma custar em média uns 2 reais.

Para essa receita você vai precisar de:

– 1 litro de água filtrada

– 1 colher (de chá) de bicarbonato de sódio

Em uma jarra de 1 litro, despeje a água filtrada. Em seguida, misture a quantidade de bicarbonato de sódio que foi separado para essa receita, até que seja dissolvido completamente.

Por fim espere também por algum tempo, 30 minutos aproximadamente antes de consumir.

 

Alcalina porque são águas preparadas para deixar ‘menos ácida’ a água a qual estamos acostumados a tomar todos os dias. A água pura, mesmo a filtrada, não é suficiente para manter em nosso organismo uma produção de ácidos em níveis adequados e ainda oferecer os benefícios que nós necessitamos diariamente.

A água, e seu pH natural como já comentamos, não é considerada uma fonte adequada capaz de manter o nosso organismo protegido e saudável, e ainda imune a muitas doenças geradas no nosso corpo, sendo a principal consequência dessas doenças, os efeitos de uma má alimentação.

Além disso, se considerarmos que hoje parte da população não consegue, ou mesmo sente dificuldades, em manter uma dieta equilibrada a base de frutas, verduras e legumes, mas ao invés disso alimentam-se cada vez mais de forma errada, é natural que o nosso organismo produza cada vez mais, ácidos ruins.

Se ao contrário de uma vida saudável, continuarmos consumindo produtos industrializados, ricos em sódio e açúcares refinados, todos esses alimentos só irão contribuir para aumentar, e muito, a quantidade de ácidos nocivos ao nosso organismo, criando constantemente um desequilíbrio no pH do nosso sangue.

É bom lembrar que esse estado alterado em nosso organismo, são sim motivos de alerta:

  1. Organismos ácidos costumam ser locais ‘perfeitos’ para a proliferação de fungos e bactérias. Aftas também são uma constante em organismos nessas condições, seu surgimento é associado a um metabolismo em níveis bastante alterados;
  2. A alimentação industrializada e artificial é bastante culpada por um organismo com níveis ácidos altíssimos e desregulados;

Os benefícios que a água alcalina oferece:

  1. O primeiro, e talvez um dos mais importantes benefícios que a água alcalina oferece, é ajudar a diminuir e controlar a acidez no nosso organismo. Ao consumir diariamente a água alcalina, você está ajudando a controlar os ácidos ruins que já estão presentes no nosso organismo;
  2. A água alcalina ajuda a combater o envelhecimento precoce protegendo importantes partes internas do seu organismo. O que cuidamos e protegemos do lado de dentro, reflete do lado de fora;
  3. A água alcalina conhecida por alguns, como água ionizada, além de eliminar toxinas acumuladas durante muito tempo no nosso corpo, ainda ajuda a hidratar as nossas células;
  4. Ajuda no processo de ‘transferência’ das vitaminas presentes em diversos alimentos, fazendo com que essas propriedades cheguem mais depressa ao nosso organismo;
  5. Por conter um componente bastante importante para a nossa saúde, o magnésio encontrado na água alcalina é um estimulante natural para diminuição do acúmulo de gordura, ajudando na manutenção do peso.

Todos os benefícios da água alcalina que foram listados aqui, são motivos suficientes para uma mudança de comportamento. Os efeitos de um organismo com acidez acima de uma taxa normal, assim como os benefícios contidos no consumo da água alcalina, são razão suficiente para preparar e nunca mais deixar de tomar sua água alcalina.

GPM recebe certificado de Gestão da Qualidade pela FEMESP – Federação de Montanhismo do Estado de São Paulo ao Curso Básico de Montanhismo.

Foi uma surpresa gratificante recebermos o certificado. Durante as aulas práticas e teóricas passamos pela auditoria envolvendo diversos quesitos e principalmente os sistemas de escalada, atenção aos alunos. Foi realizada algumas perguntas aos alunos, instrutores e monitores do curso relacionados aos aprendizados, didáticas aplicadas e planos de procedimentos de escalada.

Obrigada Luiz Carlos Oliveira que fez um excelente trabalho e com muita seriedade em auditar os processos do GPM.

O certificado é de todos nós!

Bruno Guercio
Eduardo Colombo Souza
Graziella Eliza Ronsein
Gustavo Rossignoli
Guilherme Andreu Leite
Jenny Cordero
Julio Garcia Neto
Julio Tsukamoto
Mauricio César Bof de Oliveira
Karina Kaori
Palmireno Couto Moreira Neto
Renato Alves Jacometti
Rodrigo Kitahara
Thais Soares
Ticiane Cardim
Vivian Cristina Uliana Nunes
Maria Augusta”Magu” Costa
Akira Takiy
Paloma Altran
Roseana Albuquerque
Stephanie Tanaka
Adriane Ferreira
Aline Damasceno
André “Deco” Bonetti
Andreia Almeida
Carlos “Carlão” Yamaguchi
Cristina “Cris” Müller
Daniel “Case” Aquino
Dilson Almeida
Eliane “Kat” Katsumi
Fabio “Monstro” Munhoz
Filipe ” Barba” Costa
Flavia Gonzales
Flavio”Chiko” Kitahara
Francisco “Tico” Costa
Giovanni Andreu Leite
Igor Manetti
Lucia Shimabukuro
Luciano”Luc” Shinkawa
Luis Yoiti
Marcelo Franco Leite
Marcio Valerio
Marcos”Santa” Hirata
Mariana”Mari” Barce
Michelle Engi
Milton Sato
Nilton “Boss “Ueda
Renan Crocci
Ricardo Paiva
Vitor Uhle
William “Will” Haruo
Yumi Shirai

Se você é da comunidade de aventureiros que não vê a hora de ter um tempinho livre para pegar a estrada e correr por aí em direção as montanhas, saiba que, para que essa atividade continue sendo a maior paixão da sua vida, é preciso alguns cuidados. 

É importante ter em mente que os recursos em uma montanha, nada tem a ver com os recursos que temos aqui, na cidade. Os recursos lá são naturais. Importantes para a nossa sobrevivência. Os recursos aqui, cada vez maiores, mais ágeis, mais precisos e tecnológicos.  Por estarmos cada vez mais adaptados e acostumados a recursos tecnológicos capazes de resolver muitos problemas da nossa vida, isso pode nos deixar um pouco mal acostumados. 

Para que você não corra o risco de partir para uma dessas aventuras e ela se torne um caos na sua vida, e um pesadelo para todos que irão ficar preocupados com a sua integridade física, aconselhamos você a seguir algumas normas de segurança a fim de transformar a sua expedição em um dos melhores momentos da sua vida.

 

1. Faça um planejamento

Se você quer ter boas histórias para contar, tenha em primeiro lugar um planejamento para executar a sua expedição. Se você quer aproveitá-la ao máximo, cuide para que ela seja organizada desde o início

Antes de sair para qualquer expedição, por mais ‘conhecida’ que seja essa trilha, não deixe de buscar informações em mídias sociais que você confie. Converse com pessoas que pratiquem esportes de montanha e que levam a sério o perigo iminente em não obedecer certos cuidados.  

Notícias falsas são um grande problema. Hoje temos acesso facilitado a um numero muito grande de informações. Mas para que elas se tornem úteis é preciso filtrá-las e buscar fontes seguras.

Durante o seu planejamento é importante consultar a meteorologia para o dia da sua aventura. Não deixe essa consulta de lado. Praticar atividades ao ar livre exige esse tipo de precaução.

 

2. Escolha uma boa companhia

Mesmo em ótimas condições de saúde, você não pode prever um mal-estar. Se você estiver sozinho é mais difícil conseguir pedir ajuda.

Se você for um iniciante, não pense em fazer uma trilha sozinho. Vá com alguém que já tenha alguma experiência. Isso não tira de você a responsabilidade de estudar o caminho, aprender técnicas de navegação e levar o seu próprio equipamento de segurança. Mas é uma forma de ir adquirindo experiência com quem já está mais familiarizado com essa atividade.

 

3. Divulgue a sua viagem

É importante que as pessoas próximas a você, saibam onde você estará nos próximos dias, e por quanto tempo. Não saia sem dizer nada a ninguém. Por mais planejada que a sua aventura possa parecer, nenhum de nós tem o controle de tudo. As ações da natureza mesmo que prevista anteriormente, podem ser alteradas durante todo o seu percurso, te deixando à mercê da sorte.

Um bilhete pode salvar a sua vida.

 

4. Atenção aos itens de segurança

Se a maioria das pessoas, seguissem direitinho normas fundamentais de segurança, muitos acidentes considerados bobos deixariam de acontecer. Ainda hoje mesmo com a quantidade de informações que tentamos compartilhar, muitos insistem em cometer os mesmos erros.

Os seus equipamentos de segurança merecem atenção especial. Eles precisam estar de acordo com a prática esportiva escolhida por você. Nenhum deles podem ser substituídos ou estarem gastos demais ou mesmo danificados (por menor que sejam).

Procure os que tenham boa qualidade. Se você gosta de atividades em meio à natureza, esses equipamentos serão muitas vezes usados por você. Os de qualidade mais alta possuem uma durabilidade maior também.

Antes de sair, teste todos os seus equipamentos: lanternas ou hadlamps, bastão de trekking, confira o seu kit de primeiros socorros, e veja se ele está completo. Cheque a lista de todos esses materiais, confira se todas as funcionalidades estão perfeitas e mais tarde cheque a mesma lista novamente, para ter certeza que todos eles estão na sua mochila.

 

5. Verifique se os itens são adequados à viagem

Nenhum acessório é trivial. Considere que você vai andar bastante. Essa atividade exige que o calçado seja correto ou você correrá o risco de ter que abandonar o percurso.

Escolha botas macias e de boa qualidade. Não deixe para estreá-las na montanha. Os calçados novos costumam machucar. Geralmente machuca muito e não conseguirá continuar por muito tempo se estiver sentindo dor.

Para casos de travessias, invista numa boa mochila cargueira para o transporte dos pertences. Visite as lojas especializadas, verifique se a loja disponibiliza um modelo adequado para testes-drive, verifique quantos quilos é adequado ao peso e altura.

Para melhor equilíbrio e resistência na trilha, escolha um bastão adequado e deve ajustá-lo de acordo com a altura.

Para o vestuário o ideal é levar blusas de dry-fit ou tecidos sintéticos e calças de tactel ou de ginástica. Jamais utilize jeans ou blusas de malha durante as atividades de trilha, são tecidos que geram calor e prejudica muito na absorção do suor.

Para se proteger de uma eventual mudança de temperaturas, carregue consigo um anorak (casaco de tecido impermeável) ou uma capa de chuva.

6. Aprenda técnicas de navegação

Se você vive em busca de aventuras e quer usá-las para adquirir novos conhecimentos, está aí a chance. Nem todo mundo tem a habilidade de saber se localizar facilmente.

Se você ainda está nos primeiros passos rumo a uma vida outdoor, saiba que esses conhecimentos são fundamentais e que todo montanhista ou candidato a montanhista tem que ter. Independentemente do grau de experiência dos seus companheiros de trekking. É obrigação de cada um, saber se localizar.

 

7. Desista da sua aventura se for necessário

Se você planejou, consultou as condições climáticas e no dia da sua aventura o clima não era nem de longe o que você tinha sido previsto, desista.

É melhor você estar em segurança adiando a sua viagem para um dia melhor, do que se arriscar a sair num mal tempo e não conseguir retornar.

É frustrante passar tanto tempo planejando e quando chegar o dia você ter que desistir. Mas se o tempo virou e ficou inviável fazer uma atividade outdoor, para a sua segurança é melhor não insistir.

 

8. Não se distraia

A natureza é viva e pode te surpreender por isso esteja em estado de atenção, mas não se desespere. Essa dica serve tanto para que você não se distraia e deve olhar bem o local que está pisando para não acabar virando o pé ou incêndios próximos torcer por exemplo.

Faça um seguro de viagens, tem várias operadoras especializadas em seguros com viagens de aventuras!

 

 

9. Ação em momentos emergenciais

Mesmo você estando em locais de difícil acesso, sabe-se que um pedido de socorro é sim possível. Eles são bem mais difíceis que na cidade e podem demorar bastante a chegar. Mas os resgates existem.

É fundamental em atividades ao ar livre carregar um kit de Primeiros Socorros.  Ele tem que estar na sua mochila. Levo básico para atender às necessidades mais comuns, que poderá acontecer numa trilha.

É importante antes de sair, descobrir como pode pedir ajuda caso necessite ou encontre alguém que tenha se acidentado e esteja precisando de primeiros socorros ou mesmo de ser resgatado do local.

 

10. O local de partida deve ser o mesmo de chegada

Até que você esteja de volta, os cuidados não só com a sua segurança, mas com as dos demais devem ser respeitados até o final.

Se o local que você saiu foi a sua casa e você conseguir voltar para ela em segurança, considere a sua aventura um sucesso!

Por Aline Damasceno e Flávio Kitahara

No âmbito do Projeto de Inclusão Social (PIS) do Grupo Paulista de Montanhismo (GPM) para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida (PDMR), foi realizado o Projeto Piloto de escalada para cadeirantes no final de semana entre os dias 21 e 22 de abril de 2018.

Idealizado e planejado por Marcelo Reston, o PIS recebeu duas unidades de cadeiras adaptadas para transporte de PDMRs, conhecidas como Julietti. Desenvolvida originalmente pelo engenheiro Guilherme Simões para auxiliar sua esposa Juliana Tozzi, fundadores da ONG Montanha para Todos.

Wellington transportado pela Julietti pelo Carraro e Lucas

Juliette desmontada

Em março de 2017, foi definida uma frente de trabalho que tinha como objetivo trabalhar no projeto de escalada exclusivamente para escaladores cadeirantes. Foram convidados os voluntários Aline Damasceno e Joel Leandro que desenvolveram alguns estudos de segurança e acondicionamento do corpo do cadeirante na escalada. Os cadeirantes voluntários para esse projeto são Wellington Koga e Larissa Gouveia.

Após a conclusão dos estudos, o GPM adquiriu um colete especial da PETZL modelo Newton “Fast Jak”, que acondiciona todo o tórax e que acaba protegendo toda essa região. A corda pode estar amarrada tanto no peitoral como nas costas do cadeirante.

PETZL modelo Newton “Fast Jak”

Em julho de 2017, o veterano Luiz Carlos Oliveira foi convidado para fazer parte da auditoria de segurança dos procedimentos que foram usados na ascensão e equipamentos utilizados para o cadeirante. Ele avaliou cuidadosamente todos os trabalhos de inovação, equipamentos disponibilizados e interpretou alguns manuais técnicos.

A inovação da ascensão do cadeirante foi desenvolvida por Flávio Kitahara. O sistema de ascensão proposto para o cadeirante foi uma redução 5:1 utilizando uma corda de 100 metros.

Montagem do sistema 5:1

Após todos esses estudos, o projeto piloto finalmente aconteceu e o cadeirante participante nesse processo foi o Wellington Koga com o apoio de sua esposa Gislaine Koga. Por motivos de força maior, a Larissa Gouveia não participou das atividades.

Wellington Koga

O primeiro dia foi realizada uma experiência na academia 90 Graus em São Paulo e a dinâmica foi dividida em 3 equipes logo no início. Um grupo ficou responsável em preparar o sistema de ascensão 5:1, o segundo grupo ficou responsável em montar e testar a Julietti e o terceiro apresentar ao William os equipamentos, materiais de escalada e troca de experiências.

Zeni, Yumi e Lucas montando a Julietti

Aline apresentando o colete especial ao Wellington

Luiz e Flavio montando o sistema 5:1 de ascensão

Em seguida, foi feito um trabalho de alongamento com a nossa voluntária e professora de Yoga a Helena Kobayashi.

Alongamento antes da escalada

Após equipar o Wellington com e dar algumas orientações na subida, ele escalou uma via de 4º grau em top rope, utilizando-se dos membros superiores e um pequeno apoio no pé esquerdo, que possui sensibilidade. Ele subiu duas vezes.

Marcos Hirata e Wellington

Wellington na ascensão 5:1

No dia seguinte o staff do projeto se reuniu juntamente com Wellington e Gislaine Koga na entrada da Pedra do Santuário em Pedra Bela – SP.

Após o transporte do Wellington pela Julietti, nós acomodamos  na base da pedra do Santuário enquanto uma equipe se encarregou de preparar os sistema top rope numa via da parte oeste da pedra, a outra usou uma via mais vertical da pedra que fica na parte norte para preparar o sistema de ascensão 5:1.

Carraro e Lucas transportando Wellington para base da pedra

Enquanto isso, preparamos uma vestimenta bem protegida do seu corpo com a pedra, utilizamos uma calça com um tecido bem resistente, uma joelheira e cotoveleira. Equipamos e preparamos Wellington para a escalada. E antes da escalada foi feito um alongamento com a Helena Kobayashi.

 

Staff equipando Wellington

 

Primeiramente o Wellington subiu a via por top rope com um anjo (Yumi Shirai) ao lado, com o propósito de orientá-lo e adequar o seu corpo na escalada que está encordado num sistema de ascensão por jumar, já que tem um desafio de ser muito positiva a via e o Wellington sofrer alguns atritos.

 Wellington escalando com apoio da Yumi

Wellington escalando

A descida do Wellington foi mais desafiadora. A descida foi feita por baldinho sempre acompanhado de seu anjo.

Descida do Wellington com o apoio da Yumi

Após descanso, preparamos o Wellington para fazer a ascensão 5:1 na parte norte da pedra. Caminhamos com ele até a base da via e preparamos para a subida. Dessa vez a subida foi com o apoio de um anjo de cada lado: Melissa Fukushima e o nosso mestre Marcos Hirata, encordados num sistema independente do Wellington. A subida foi um pouco desafiadora por conta de ser um pouco positiva para fazer a ascensão.

Ascensão do Wellington e Melissa seu anjo

Melissa, Wellington e Marcos Hirata segurando a bandeira do GPM

Encerramos esse projeto piloto com um debriefing, onde alguns voluntários e Wellington deram um feedback da saída.

Staff GPM na Pedra do Santuário

O projeto continua, estamos cada vez mais evoluindo, buscando informações, localidades, experiências para que esse momento continue por muitos anos.

 

O GPM se orgulha e agradece o apoio de todo staff que se voluntariou em participar do projeto piloto

 

Aline Damasceno

Flavio Kitahara

Lucas Alves

Marcos Hirata

Yumi Shirai

Helena Kobayashi

Hilario Kobayashi

Melissa Fukushima

Andréia Rocha

Filipe Costa

Carlos Carraro

Zeni

Luiz Carlos Oliveira

Marcelo Guiliem

Imagens e Video

Babi Bonfim e Rogério Drone e Arts

O Grupo Pierre Martin de Espeleologia (GPME) em parceria com o Grupo Paulista de Montanhismo (GPM) irá realizar o primeiro Curso Básico de Cavernas (CBC) que trará conhecimentos sobre as atividades de caverna formando espeleólogos, capacitando-os tecnicamente a realizar prospecções, explorações e mapeamentos de novas cavernas de forma segura.

Atualmente, o Grupo Pierre Martin de Espeleologia (GPME) e o Grupo Paulista de Montanhismo (GPM) são entidades associadas à Federação de Montanhismo do Estado de São Paulo (FEMESP), membro da Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada (CBME) que, por sua vez, é filiada à International Climbing and Mountaineering Federation (UIAA).

O Curso Básico de Caverna CBC é um curso que atende às normas e requisitos para homologação na FEMESP.

Maiores Informações acesse: http://www.blog.gpme.org.br/?p=8742

 

O dia tão especial da escalada

Por Jucilene Braga Rodrigues Especial Projeto de Inclusão social GPM! O dia não amanheceu tão quente, afinal de contas também […]

Em pleno frio de Itatiaia, GPM comemora calorosamente seu aniversário de 15 anos!

Por Aline Damasceno Finalmente chegou a tão esperada data, 06 de julho de 2019, o dia das comemorações de aniversário […]

Nó desfeito

Por Renato Alves Jacometti Estava pensando em como começar este texto e, já que o pano de fundo é a […]

Dedos gastos, antejoelho esquerdo levemente ralado. Mente acelerada, parece que não é automática a tal da respiração. Mão onde vai o pé,
paciência pra tatear ou ouvir o que o mestre diz. Contas, portarias, passageiras ilusões – tudo suspenso em troca de um emparedado caminhar.
Hoje perdi a virgindade de trepada em pedra. Chegar no topo daquele mundo é gratidão, mas bom mesmo é baixar de rapel, apreciando de costas
tudo que já se subiu. Valeu Grupo Paulista de Montanhismo – uma escalada em inclusão

Dudu Ballin

Escalar uma rocha com a estrutura e o apoio do GPM foi, para mim, um momento mágico. Pude testar minha resistência e conhecer um pouco mais o meu próprio corpo. Graças à orientação e à condução dos voluntários, a falta da visão não constituiu nenhum impecílio para concretizar essa atividade. A escalada na academia, na rocha e o rapel foram totalmente acessibilizados para que todos nós pudéssemos aproveitar a natureza com segurança e, claro, muita diversão. Obrigado, GPM!

Diniz Cândido

Iniciei o curso básico de montanhismo com expectativas em aprender técnicas e procedimentos para me sentir mais segura em minhas aventuras. Mas o curso vai muito além de técnicas, equipamentos, aprender nós , voltas e teorias.
Foi no meu CBM que compreendi o verdadeiro significado de montanhismo, nele firmamos amizades para toda vida e formamos uma nova familia, onde preocupar com a segurança do outro é tão importante quanto com a sua, ficar feliz em superar seus limites, mas explodir de felicidade quando um amigo supera também, apoiar, incentivar, acreditar e ajudar uns aos outros.
É incrível fazer parte da família GPM!!!

Andréia Rocha

O CBM para mim tem seu lado fácil e difícil de relatar.

O lado fácil é o de dizer o quanto as pessoas do GPM são maravilhosas, como todos – instrutores, alunos, ex-alunos – se tornam uma grande comunidade, chegando a existir uma identificação tão forte com alguns que faz parecer que encontramos alguns irmãos que estavam espalhados por aí! Fácil dizer como são pessoas voluntariosas, dispostas a ajudar, ensinar, motivar, dividir, compartilhar. Como o ambiente do curso, sejam nas aulas teóricas, quanto nas saídas práticas, é feliz e nos faz colecionar sorrisos e momentos inesquecíveis!!

O lado difícil é justamente aquele que nenhum verbo, adjetivo ou substantivo poderiam expressar. Todas as sensações que somos expostos. Seja medo, adrenalina, aquela cota de frustração que nos leva a querer um pouco e mais e, de repente, a alegria de realizar! A conexão com a natureza! A conexão com as pessoas! A conexão com você mesmo!

ADVERTÊNCIA: Antes de iniciar, CUIDADO! É um caminho de amor sem volta!

Ticiane Cardin

Aventurar-se é preciso!

A bolha e o piloto automático Acordar. Trabalhar. Pagar contas. Arrastar-se até a academia para livrar a consciência e tentar […]

O dia tão especial da escalada

Por Jucilene Braga Rodrigues Especial Projeto de Inclusão social GPM! O dia não amanheceu tão quente, afinal de contas também […]

Nó desfeito

Por Renato Alves Jacometti Estava pensando em como começar este texto e, já que o pano de fundo é a […]

https://en.wikipedia.org/wiki/Mineral_water#/media/File:Stilles_Mineralwasser.jpg

Os benefícios da água alcalina

Água é o principal meio de sobrevivência da humanidade. É a substância química indispensável capaz de nos manter vivos mesmo […]